quinta-feira, 14 de novembro de 2013

ERETZ ISRAEL NÃO TEM PETRÓLEO? Por Alessandro Martins de Paula.

ERETZ ISRAEL NÃO TEM PETRÓLEO?                           

TEM UMA ESTÓRIA, MUITO COMUMENTE FALADA EM MEIO AO NOSSO POVO, QUE CONTA QUANDO MOSHÉ RABEINU  SAIU DO EGITO COM O POVO HEBREU. HASHEM LHE PERGUNTOU PARA ONDE ELE QUERIA IR? E COMO TODO MUNDO JÁ SABE, ELE ERA GAGO E TINHA DIFICULDADE DE DICÇÃO, E FICOU NAQUELE CA CA CA CA CA.... O ETERNO ENTENDEU CANÃA E CONDUZIU O POVO PARA LÁ, MAS NA VERDADE MOSHÉ QUERIA DIZER, CANADÁ! INCRÍVEL NÃO!
QUALQUER PAÍS QUE QUEIRA CRESCER, PRIMEIRO TEM QUE LEVANTAR E ESTUDAR A SUA MATRIZ ENERGÉTICA, SEM ELA É IMPROVÁVEL, NÃO TEM COMO MOVER O MOTOR DO DESENVOLVIMENTO, E DIANTE DESTA QUESTÃO ESTAVA GOLDA MEIR, QUE ENTÃO ERA A PRIMEIRA MINISTRA d'ISRAEL, MANDATO 1969A1974, UMA MULHER MARAVILHOSA, TRASCENDENTAL, MUITO ALÉM DE SEU TEMPO, QUE BENDITA SEJA SUA MEMÓRIA! 
ELA PROCUROU FAZER UM LEVANTAMENTO, COM AS TECNOLOGIAS QUE DISPUNHA NAQUELA ÉPOCA, E QUANDO DESCOBRIU QUE ERETZ NÃO TINHA PETRÓLEO EXPRESSOU: "SABE OQUÊ OS ISRAELENSES TEM CONTRA MOSHÉ, ELE NOS LEVOU 40 ANOS ATRAVÉS DESTE DESERTO, A FIM DE NOS LEVAR AO PRIMEIRO LUGAR NO ORIENTE MÉDIO QUE NÃO TEM PETRÓLEO!" 
ESTA SITUAÇÃO DO PORQUÊ ISRAEL NÃO TEM PETRÓLEO SEMPRE FOI MUITO INQUIRIDA POR TODOS, E O PRESIDENTE SHIMON PERES RELATOU QUE CERTA VEZ, ESTAVA COM ESTA INDAGAÇÃO EM SUA MENTE E FOI FAZER AS SUAS PRECES, E EM SUAS SÚPLICAS FALOU AO ETERNO, DO "PORQUE QUE OS ÁRABES TINHAM PETRÓLEO DE SOBRA E ERETZ ISRAEL, MUITO POUCO INSIGNIFICANTE DO QUE CONSOME? 
E DEPOIS LENDO A TORÁH, ÊXODO 3 ENTENDEU, E VIU QUE OS HEBREUS FORAM ENVIADOS A UMA "TERRA QUE MANA LEITE E MEL", LEITE É UMA COISA QUE SÓ A VACA PODE PRODUZIR, O HOMEM POR O MAIS QUE QUEIRA NÃO PRODUZ LEITE, E MEL TAMBÉM, SÓ AS ABELHAS PODEM FAZE-LO. QUER DIZER QUE HASHEM ENVIOU O POVO PARA UM LUGAR DE TOTAL DEPENDÊNCIA DELE, ONDE ELES NÃO PODERIAM SE APEGAR A NADA. 
TEM UMA OUTRA ESTÓRIA MUITO COMUMENTE FALADA TAMBÉM EM MEIO AO NOSSO POVO QUE CONTA, QUE MOSHÉ LEVOU 40 ANOS ANDANDO NAQUELE DESERTO PARA IR A TERRA SANTA E PROMETIDA AOS PATRIARCAS E O DESEJO E SONHO EM SEU CORAÇÃO ERA MUITO GRANDE E MAIOR, E QUANDO CHEGOU LÁ, QUE O ETERNO LHE MOSTROU A TERRA, VEIO A DECEPÇÃO, CAIU E MORREU. INCRÍVEL NÃO!
MAS ERETZ ISRAEL TEM OU NÃO TEM PETRÓLEO? TEM SIM, EM 2006 FOI DESCOBERTO PELA EMPRESA ISRAELENSE GINKO OIL NA REGIÃO DO MAR MORTO UMA PEQUENA QUANTIDADE DE PETRÓLEO,
FONTE: http://www.estadao.com.br/arquivo/economia/2006/not20061005p38929.htm 
E AGORA RECENTE EM 2012 EM OUTRA GRANDE DESCOBERTA, ISRAEL PASSOU A PRODUZIR 250 MILHÕES DE BARRIS, FONTE: http://www.israelnationalnews.com/News/News.aspx/153922#.UoQwP_lwp8H 
DURANTE TODA A SUA HISTÓRIA, O ESTADO DE ISRAEL LUTOU CONTRA A EXTREMA FALTA DE RECURSOS NATURAIS, OQUE AGORA COMEÇOU A MUDAR E EM 2016 ENTRARÁ EM OPERAÇÃO O GIGANTESCO CAMPO DE EXTRAÇÃO DE GÁS DE LEVIATÃ E EM 2017, DEVERÁ TER INÍCIO A EXTRAÇÃO DE PETRÓLEO DE XISTO NA REGIÃO DE SEFELÁ. TUDO ISTO TRARÁ NO FUTURO ENORMES BENEFÍCIOS A ECONOMIA, PROFUNDAS MUDANÇAS GEOPOLÍTICAS FAVORÁVEIS AO PAÍS, ISRAEL PODERÁ REDUZIR A DEPENDÊNCIA EUROPÉIA DO GÁS RUSSO E SACIAR A SEDE DO PETRÓLEO DA ÁSIA. AS NOVAS DESCOBERTAS DE GÁS E DE PETRÓLEO, FARÃO DE ISRAEL UMA NOVA POTÊNCIA ENERGÉTICA MUNDIAL. FONTE: http://www.ynetnews.com/articles/0,7340,L-4374826,00.html
HASHEM TEM DADO AO POVO DE ISRAEL UMA VOCAÇÃO TECNOLÓGICA INCRÍVEL, QUE COLOCA O PAÍS NOS MAIORES NÍVEIS DE DESENVOLVIMENTO DE SUSTENTABILIDADE E PROGRESSO NO MUNDO, E NINGUÉM PODE FALAR ATÉ AGORA, QUE VEIO DO PETRÓLEO OU FOI FINANCIADO POR ELE, RECONHECENDO ASSIM NESTAS NOVAS DESCOBERTAS, A SOBERANIA DO D'US D'ISRAEL SOBRE O SEU POVO. OBRIGADO E BENÇÃOS A TODOS! Por Alessandro Martins de Paula.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Um Obama enfraquecido
















Se Zbigniew Brzezinski tinha sua maneira, os EUA entrassem na guerra contra Israel para defender as instalações nucleares iranianas.

Em uma entrevista com o site Daily Besta Web último fim de semana, o homem que serviu como conselheiro ex-presidente dos EUA Jimmy Carter de segurança nacional, disse: "Eles [caças IAF] tem que voar sobre nosso espaço aéreo no Iraque. Estamos apenas indo sentar-se lá e assistir? Temos que ser sério sobre a negar-lhes esse direito. Se eles sobrevoam, você sobe e confrontá-los. Eles têm a opção de voltar ou não. "

Brzezinski há muito se distinguiu como um dos mais francos odeiam Israel em círculos educados em Washington. Em circunstâncias normais, seu discurso poderia ser riu como os delírios de um jardim variedade anti-semita. Mas estas não são circunstâncias normais. Brzezinski serviu como um conselheiro sênior da política externa de Barack Obama durante sua campanha presidencial de 2008, e suas opiniões não são muito fora de lugar entre os principais assessores de Obama na Casa Branca. Em uma entrevista em 2002, Samantha Powers, que serve como um membro sênior do nacional de Obama conselho de segurança, efetivamente chamado para os EUA para invadir Israel em apoio aos palestinos.

O fato da matéria é que a visão de Brzezinski está em consonância com a disposição geral da política externa de Obama. Desde a entrada do escritório, Obama atingiu uma posição linha-dura contra Israel ao adotar uma linha suave, até mesmo apologético em relação ao Irã e seus aliados.

Durante oito meses, Obama tem procurado forçar Israel a parede. Ele tem alta e repetidamente ordenou que o governo Netanyahu para prevenir todas as construções públicas e privadas para os judeus na cidade de Israel capital e seu coração a fim de facilitar a expulsão em massa eventual de judeus de ambas as áreas, que ele acredita que deve se tornar parte de um judeu- Estado palestino livre.

Até esta semana, Obama condicionou a retomada das negociações para a paz entre Israel e os palestinos em tal proibição da construção de judeu e assim encorajados Fatah, Mahmoud Abbas para continuar a radicalizar suas posições em relação a Israel. Até Obama chegou, Abbas não teve nenhum problema de negociação com os líderes israelenses enquanto os judeus estavam construindo casas, escolas e outras estruturas em Jerusalém, Judéia e Samaria. Mas com Obama exige o congelamento de todos tal construção, Abbas deixou claro em entrevista ao The Washington Post em maio que ele não poderia falar com o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu sem olhar como uma traição.

Obama não fez exigências equivalentes dos palestinos. Ele não fala em condição construção ilegal congelamento árabes em Jerusalém, ou sobre o desmantelamento dos Mártires de Aksa grupo terrorista Brigadas, ou mesmo simplesmente em pôr de lado a exigência palestina de que Israel liberação condenados terroristas de suas prisões. Ao contrário, ele tem energicamente apoiado a criação de um governo de unidade palestina entre Fatah e Hamas - que os EUA Departamento de Estado desde 1995 designado como uma organização terrorista estrangeira a que os cidadãos dos EUA, incluindo o presidente dos EUA, são obrigados por lei a dar Não trimestre.

Quanto ao Irã, durante sua reunião com Netanyahu em maio, Obama deu a nítida impressão de que o regime iraniano tinha até setembro para aceitar sua oferta para negociar a disposição de suas instalações nucleares. Mas agora é setembro, e em sua resposta tardia à generosa oferta de Obama de engajamento, o regime do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, rejeitou os termos de compromisso de Obama fora de mão. Obama não retaliar, a tomar a sua oferta para negociar fora da mesa - ou perecer o pensamento - a trabalhar para implementar as sanções que ele havia prometido se seguiria uma rejeição iraniana de mão aberta.

Em vez disso, Obama anunciou que está enviando uma autoridade sênior dos EUA para se reunir com os iranianos em 01 de outubro. E com esse anúncio, qualquer dúvida residual que Obama está disposto a viver em um mundo em que o Irã está armado com armas nucleares se dissipou completamente.

Nesse meio tempo, em seu discurso à Assembléia Geral da ONU na quarta-feira e em seu discurso na reunião com Netanyahu e Abbas na terça-feira, Obama deixou claro que, nas palavras do ex-embaixador dos EUA na ONU, John Bolton, que tem "posto Israel no bloco de desbastamento ". Ele se referiu às comunidades israelenses localizadas para além de 1949 linhas de armistício como "ilegítimos".

Além disso, Obama explicou que Israel não pode mais esperar o apoio dos EUA para a sua segurança se ele não se curva à sua demanda que entrega toda a terra que tem controlado desde 1967.

Aparentemente, é irrelevante para o líder dos EUA que Israel se cumpriu a sua demanda, o Estado judeu tornaria-se indefesa contra ataque inimigo e assim encorajar os seus vizinhos para invadir. Ou seja, não importa a Obama que foram Israel para cumprir sua demanda, a perspectiva de uma guerra árabe contra Israel iria subir muito. O fato de que Obama fez estas declarações profundamente antagônicas a respeito de Israel na ONU em si expõe sua hostilidade para com o país. Hostilidade institucional da ONU em relação a Israel é superado apenas pelo de a Liga Árabe ea Organização da Conferência Islâmica.

Assim, dada as posições de Obama em relação a Israel, de um lado e do Irã e seus aliados, por outro lado, parece bastante claro que o desfecho lógico de políticas de Obama seria algo parecido com curso recomendado Brzezinski da ação. Além disso, a política externa de Obama como um todo faz com que seja bastante fácil imaginá-lo ordenando os militares dos EUA para abrir as hostilidades contra um aliado dos EUA para defender um adversário dos EUA - até mesmo como o adversário sai do seu caminho para humilhar Obama pessoalmente e os EUA, em geral, .

Desde que Obama assumiu o cargo, ele foi abandonando uma aliada dos EUA após outro enquanto procura agradar com um adversário EUA após o outro. Em cada turno, os aliados dos Estados Unidos - de Israel para Honduras, a Colômbia, Coréia do Sul e Japão, a Polónia ea República Checa - reagiram com incredulidade e horror à sua traição. E em cada turno, os adversários dos Estados Unidos - do Irã à Venezuela para a Coréia do Norte e Rússia - têm respondido com ironia e desprezo às suas tentativas aparentemente obsessivo de apaziguá-los.

O horror Obama tem inculcado em amigos da América e do desprezo que ele tem evocado a partir de seus inimigos não o fizeram mudar de rumo. O fato de que suas políticas em todo o mundo já não conseguiu trazer uma mudança no tratamento da chamada comunidade internacional de que os EUA não o levou a reconsiderar as políticas. Como muitos europeus ocidentais começaram a reconhecer abertamente, o homem que certa vez comparou o messias não é nada, mas um político - e um fraco, um incompetente para isso. Mesmo Economist da Grã-Bretanha está rindo dele.

Mas Obama não se comove com nada disso, e como seu discurso na Assembléia Geral da ONU deixou claro, ele está correndo à plena velocidade em seus planos de subordinar política externa dos EUA na ONU.

Sua insistência teimosa em antecipar a sua política externa irresponsável em face de seu fracasso aparente colossal já é de uma peça com o seu firme compromisso de sua agenda doméstica, apesar da sua aparente fracasso colossal. Pacote de estímulo econômico de Obama falhou em estimular a economia dos EUA e maior déficit econômico dos EUA a alturas inimagináveis ​​pelos seus predecessores. Sua nacionalização das principais empresas dos EUA, como General Motors, o seu cash-for-clunkers programa para estimular a indústria automobilística dos EUA e seus invasões maciças sobre a banca e as indústrias financeiras têm feito nada para aumentar o crescimento econômico em os EUA e, na verdade, o desemprego atingiu gerações altos. E, no entanto, ao invés de reconsiderar a sua crença em expandir enormemente o tamanho do controle do governo federal sobre o setor privado, Obama tem insistentemente empurrado para um melhor controle governamental sobre a economia dos EUA - mais notavelmente em sua unidade para transformar os EUA setor de saúde.

Ambos os apoiantes de Obama e seus oponentes têm afirmado que a sua presidência pode muito bem ficar de pé ou cair em sua capacidade de passar uma lei a reforma dos cuidados de saúde nos próximos meses. Mas o fato da questão é que, se ele consegue passar essa lei, o seu sucesso será uma vitória de Pirro, porque Obama prometeu que seu plano irá fazer o impossível e, portanto, será, sem dúvida, fracassar.

Ele prometeu que o plano de cuidados de saúde que apoia vai aumentar o acesso aos serviços de saúde e melhorar sua qualidade, mas ao mesmo tempo não vai aumentar o tamanho do déficit federal ou ser financiado com o aumento de impostos - e isso é impossível. O plano de Obama de cuidados de saúde irá falhar, quer para passar em lei, ou se se tornar lei, ele vai deixar de viver de acordo com suas promessas.

Falhas de Obama em ambos política externa e interna enfraqueceram-lo politicamente. Sua resposta a essa fraqueza recente tem sido a de colocar-se aos olhos do público, aparentemente em torno do relógio. Aparentemente, o pensamento por trás do movimento é que, enquanto as políticas de Obama são impopulares, a popularidade pessoal de Obama continua alta, então se ele personaliza suas políticas, ela se tornará mais difícil para seus adversários para argumentar contra eles.

Mas, infelizmente, esta política também falhou. O Obama mais se expõe, menos ele é capaz de alavancar sua celebridade pessoais em poder político.

A questão para os EUA rejeitaram aliados em geral - e para Israel em particular - é se estamos melhor fora com um Obama politicamente forte ou de um Obama politicamente fracos. Dado que as linhas gerais de sua política externa é prejudicial aos nossos interesses, aliados dos Estados Unidos são mais bem atendidos por um Obama fraco. Já esta semana Israel beneficiou de sua fraqueza. Foi fraqueza de Obama que ditou a sua necessidade de realizar uma foto-op com Netanyahu e Abbas na ONU. E foi essa necessidade - de ser visto como fazendo algo produtivo - que superou o desejo de Obama de colocar os parafusos em Israel pelo pré-condicionamento conversações com o congelamento de construção judaica. Assim, Obama foi forçado a ceder, pelo menos, temporariamente e Netanyahu ganhou a sua primeira rodada contra Obama.

Durante uma entrevista na televisão esta semana, o senador John McCain foi perguntado sobre sua opinião de recomendação Brzezinski de que os EUA abater jatos IAF em rota para o Irã em um ataque aéreo israelense contra o hipotético instalações nucleares iranianas. Ele respondeu com risos de escárnio. E, de fato, a noção de que os EUA entrassem na guerra contra Israel para proteger as instalações nucleares do Irã é ridiculamente absurdo.

Obama se torna o mais fraco politicamente, os democratas mais prontamente e repórteres liberal tanto reconhecerá que atacar aliados dos EUA, enquanto raspagem e curvando-se diante inimigos dos EUA é uma estratégia ridícula dos Negócios Estrangeiros. Certamente não realista auto-proclamada pode defender uma política baseada no desnudamento os EUA de seu poder e abandono de um sistema internacional com sede nos EUA para um ditada por seus inimigos.

É verdade que um Obama enfraqueceu tentará ganhar pontos barata, colocando a pressão sobre Israel. Mas também é verdade que o Obama mais fraco se torna, menos capaz ele será de levar a cabo suas ameaças contra Israel e intimidação contra as democracias do mundo todo.
Caroline Glick é editora do Jerusalém Post. http://www.carolineglick.com/e/2009/09/

domingo, 30 de janeiro de 2011

"POR QUÊ A AMÉRICA LATINA VIROU?" Por Caroline Glick.

Os israelenses podem ser desculpados por terem ficado surpresos quando o Brasil e a Argentina anunciaram inesperadamente o reconhecimento de um Estado palestino independente com sua capital na mesma cidade da capital de Israel. Os israelenses podem ser perdoados por serem apanhados de surpresa pela mudança desses países e também pela perspectiva de que o Uruguai, e talvez o Paraguai, o Chile, o Peru, o Equador e El Salvador seguirão os passos deles, porque a mídia israelense fracassou em relatar a respeito destas tendências na América Latina.

E isso não é nada surpreendente. A mídia falha em relatar sobre quase todas as tendências que estão causando impacto no mundo. Por exemplo, quando o governo turco enviou apoiadores do Hamas para desafiarem o bloqueio marítimo das FDI [Forças de Defesa de Israel] à costa marítima de Gaza, controlada pelo Hamas, a mídia foi surpreendida porque a Turquia, aliada de Israel, subitamente passou a ser aliada do Hamas e inimiga de Israel.

O fracasso da mídia em relatar a respeito da gradativa transformação da Turquia em um Estado supremacista islâmico fez com que a mídia tratasse o que era o clímax de uma tendência como se fosse algo novo e chocante.

O mesmo está acontecendo agora com a América Latina.

Enquanto que, com relação à Turquia, a mídia falhou apenas em relatar sobre o significado de uma tendência singular de islamização da sociedade turca, ela tem consistentemente ignorado a importância para Israel de três tendências que tornavam o apoio da América Latina aos palestinos contra Israel iminentemente previsível.

Hugo Chávez e Lula.

Essas tendências são a ascensão de Hugo Chávez, a influência regional da aliança Venezuela-Irã, e a covardia da política externa americana em relação à América Latina e ao Oriente Médio. Quando consideradas como um todo, elas explicam por que os países latino-americanos estão alinhados para apoiar os palestinos. Mais importante ainda é que elas nos dizem algo sobre como Israel deveria estar agindo.

Durante a última década, o ditador venezuelano Hugo Chávez herdou o manto de Fidel Castro como o cabeça do clube latino-americano anti-americanista. Ele tem usado a riqueza do petróleo da Venezuela, dinheiro de drogas e outras fortunas ilícitas para arrastar países vizinhos para dentro de sua órbita e para longe dos Estados Unidos. O círculo de influência de Chávez agora inclui Cuba e Nicarágua, Bolívia, Uruguai e Equador, bem como Brasil, Paraguai, Argentina e Peru. Democracias como a Colômbia e o Chile também já estão dando passos na direção anti-americanista de Chávez.

A escolha do Irã por parte de Chávez não é nenhuma casualidade, embora parecesse assim para alguns quando a aliança inicial surgiu por volta de 2004. As pegadas do Irã na América Latina vêm crescendo gradativamente. Tendo início nos anos 1980, o Irã começou a fazer da América Latina uma base avançada de operações contra os EUA e o Ocidente. Ele usou agentes do Hezb’allah (Partido de Alá) e da Guarda Revolucionária e outros recursos de inteligência e terrorismo ao longo de uma área praticamente desgovernada da tríplice fronteira entre a Argentina, o Brasil e o Paraguai. Essa base, por sua vez, capacitou o Irã a cometer os atentados contra alvos israelenses e judeus em Buenos Aires no início dos anos 1990.

A presenca do Irã no continente permitiu que ele tirasse vantagem da consolidação do poder de Chávez. Desde que subiu ao poder em 2005, o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad vem desenvolvendo alianças estratégicas com a Venezuela e com a Nicarágua.

Com a assistência de Chávez, Teerã está expandindo sua rede de alianças por toda a América Latina às custas dos EUA e de Israel.

À primeira vista, Chávez e Ahmadinejad são uma dupla estranha: um é marxista e o outro é jihadista-messiânico. Mas, após uma observação mais detalhada, tudo faz perfeito sentido. Eles compartilham das mesmas obsessões de ódio aos EUA e de amor pelo poder.

Chávez tem demonstrado sua dedicação em manter o poder destroçando seus oponentes, tomando o controle do Judiciário e da mídia, forçando emendas à constituição e cometendo repetidas fraudes nas eleições.

Enquanto isso, a campanha de sabotagem do WikiLeaks contra os EUA nos deu um relato em primeira mão sobre a magnitude da fraude eleitoral de Ahmadinejad.

Uma mensagem da Embaixada dos EUA no Turcmenistão, datada de 15 de junho de 2009, ou seja, três dias depois que Ahmadinejad roubou as eleições presidenciais iranianas, relata sobre uma conversação com uma fonte iraniana a respeito dos verdadeiros resultados das eleições. A fonte iraniana se referiu a elas como “um golpe de Estado”.

Ahmadinejad com Hugo Chávez e com Lula.

O regime declarou Ahmadinejad vencedor com 63% dos votos. De acordo com a fonte iraniana, ele recebeu menos que um quinto desse número. A mensagem foi expressa nos seguintes termos: “Baseados nos cálculos de observadores da campanha de Mousavi [o oponente Mir Houssain] que estavam presentes nas seções eleitorais em todo o país e que testemunharam a contagem dos votos, Mousavi recebeu aproximadamente 26 milhões (ou 61%) dos 42 milhões de votos depositados nas urnas na eleição da sexta-feira, seguido de Mehdi Karroubi (entre 10 e 12 milhões). (...) Ahmadinejad recebeu ‘no máximo de 4 a 5 milhões de votos’, sendo que os restantes foram dados a Mohsen Rezai”.

Não existe a possibilidade de ficar em cima do muro no confronto entre Irã e Israel. Os países da América Latina que defendem o Irã sempre o fazem em detrimento de suas relações com Israel. A Bolívia e a Venezuela cortaram suas relações diplomáticas com Israel em janeiro de 2009, depois de se colocarem ao lado do Hamas na Operação Chumbo Moldado. Em comentários feitos no site Hudson New York, Ricardo Udler, presidente da pequena comunidade judaica boliviana, disse que existe uma correlação direta entre o crescente relacionamento entre a Bolívia e o Irã e sua animosidade com relação a Israel. Nas palavras dele: “Cada vez que um funcionário iraniano chega à Bolívia, surgem comentários negativos contra o Estado de Israel e, logo a seguir, as autoridades bolivianas expedem um comunicado contra o Estado judeu”.

Udler também admoestou que “há informações de agências internacionais que indicam que o urânio da Bolívia e da Venezuela está sendo embarcado para o Irã”.

Isso aconteceu em outubro. Com o Irã parece que, se você está junto com ele por um centímetro, também estará junto por um quilômetro. Agora vimos que a Venezuela e o Irã estão juntos organizando e preparando mísseis balísticos de alcance médio na Venezuela, que serão capazes de atingir cidades americanas.

Não há nenhuma dúvida de que a aliança Venezuela-Irã e sua força crescente na América Latina podem ir bem longe para explicar a súbita urgência da América do Sul em reconhecer a “Palestina”. Mas há ainda mais a ser contado nessa história.

A tendência final que a mídia em Israel falhou em noticiar é o impacto que a política externa dos EUA na América do Sul e igualmente no Oriente Médio tem tido nas posições de nações como o Brasil e a Argentina com relação a Israel. Durante o governo Bush, a política dos EUA para a América Latina era um punhado incoerente de contradições. Por um lado, os EUA fracassaram em dar apoio aos oponentes de Chávez para derrubá-lo do poder quando tiveram a oportunidade em 2004. Os EUA falharam de forma semelhante por não apoiarem os democratas da Nicarágua em sua luta eleitoral contra o líder sandinista Daniel Ortega nas eleições de 2007. Por outro lado, os EUA promoveram, sim, fortes alianças com a Colômbia e com o Chile.

No governo Obama, a política americana para a América Latina tem se tornado mais direta. Os EUA deram as costas a seus aliados e estão dispostos a se humilhar para agradar seus adversários.

Em abril de 2009, o presidente americano Barack Obama ficou sentado durante 50 minutos ouvindo um violento discurso de Ortega na Cúpula das Américas. Depois ele foi atrás de Chávez para uma “sessão de fotos”. Em seu próprio discurso, Obama se distanciou da história dos EUA, dizendo: “Às vezes temos estado desengajados, e às vezes buscamos ditar nossos termos. Mas eu solicito a vocês que busquemos uma parceria de igualdade. Não existe um parceiro sênior e um parceiro júnior em nossos relacionamentos”.

Infelizmente, a tentativa de apaziguamento de Obama não fez bem algum. Em novembro de 2010 houve um incidente na fronteira entre a Nicarágua e a Costa Rica ao longo do rio San Juan. As forças de Ortega estão desobstruindo o rio como parte do projeto patrocinado pelo Irã para construírem um canal na Nicarágua, que seria rival do Canal do Panamá.

Até mesmo o embaixador de Obama em Manágua admite que Ortega permanece profundamente hostil aos EUA. Em uma mensagem de fevereiro de 2010, ilicitamente publicada pelo WikiLeaks, o embaixador Robert Callahan afirmou que a ofensiva de Ortega contra os EUA mostrava a “improbabilidade de prognosticar um Ortega novo e amistoso com quem poderemos trabalhar a longo prazo”.

Não foi simplesmente a recusa dos EUA em defender-se contra figuras como Chávez que fez com o [ex-]presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e a presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, se alinhassem com Chávez e com o Irã.

Eles também responderam aos sinais dos EUA em relação ao Irã e Israel.

A política de Obama de se envolver com o Irã e de aprová-lo não tem nenhuma chance de impedi-lo de obter armas nucleares. E exatamente como os árabes e os europeus, os sul-americanos sabem disso. Não há sombra de dúvida de que, ao menos em parte, o motivo de Lula assinar um acordo nuclear com Ahmadinejad e com Reccip Erdogan, da Turquia, na primavera passada, foi sua certeza de que os EUA não têm nenhuma intenção de impedir o Irã de obter armas nucleares.

Da persectiva de Lula, não existe motivo para participar da farsa americana de impedir o Irã de se tornar uma potência nuclear. Ele pode muito bem estar do lado vencedor. E, como Obama não se importa se o Irã vai vencer, ele vencerá.

Atentado contra a AMIA (Asociación Mutual Israelita Argentina) em Buenos Aires, no ano de 1994, onde morreram 85 pessoas e 300 ficaram feridas.

As mesmas regras se aplicam a Israel. Como os americanos, os árabes, os asiáticos e todo o mundo mais, os latino-americanos já observaram claramente que o único objetivo consistente da política externa de Obama é que ele quer forçar Israel a aceitar o hostil Estado palestino e a entregar todas as terras que controla desde 1967 para tipos como o chefe da OLP, Mahmoud Abbas, e para o ditador da Síria, Bashar Assad. Eles vêem que Obama se recusou a excluir a possibilidade de reconhecer o Estado palestino, mesmo que esse Estado seja proclamado sem que haja um tratado de paz com Israel. Isso significa que Obama não quer se comprometer a não reconhecer um Estado palestino que estará, de fato, em estado de guerra contra Israel.

A impressão de que Obama está completamente comprometido com a causa palestina foi reforçada, em vez de ser enfraquecida, pelo cancelamento do acordo Netanyahu-Clinton referente à proibição das construções de Israel na Judéia, em Samaria e em Jerusalém. O acordo era que Israel proibisse construções de judeus por um prazo adicional de 90 dias, em troca de uma garantia de que os EUA não solicitariam nenhuma outra futura proibição; apoiariam Israel no Conselho de Segurança da ONU por um tempo limitado, contra uma pressão palestina de declarar a independência sem que haja paz; e venderiam a Israel adicionalmente 20 jatos de combate F-35 em algum momento no futuro.

O acordo ruiu porque Obama não estava disposto a firmar esses compromissos por escrito, por insignificantes que pudessem ser. Isto quer dizer que o acordo caiu porque Obama não teria o menor compromisso de manter a aliança dos EUA com Israel.

Essa política sinaliza a países como o Brasil, a Argentina e o Uruguai que eles podem muito bem se unir a Chávez e ao Irã e voltar suas costas para Israel. Ninguém vai agradecer-lhes se ficarem atrás dos EUA em suas políticas pró-Irã e anti-Israel. Ao se moverem à frente dos EUA, eles obtêm os créditos devidos àqueles que metem seu dedo nos olhos de Washington.

Quando entendemos as tendências que levaram ao ato hostil da América Latina contra Israel, percebemos duas coisas. Primeiramente que, embora Israel poderia ter encontrado uma forma de atrasar a ação, provavelmente não poderia tê-la impedido. Em segundo lugar, dada a trajetória da política dos EUA, fica novamente óbvio que o único em quem Israel pode confiar para defender seus interesses – contra o Irã e igualmente contra os palestinos – é o próprio Israel. (Caroline Glick – www.carolineglick.com)

Do ponto de vista humano, a análise da autora é correta e clara: as nações, inclusive os EUA, não são confiáveis e todas se voltarão contra Israel. Só a conclusão final não é verdadeira: ao invés de confiar apenas em si mesmo, Israel deve esperar exclusivamente em Deus. Ele diz: “congregarei todas as nações e as farei descer ao vale de Josafá; e ali entrarei em juízo contra elas por causa do meu povo e da minha herança, Israel, a quem elas espalharam por entre os povos, repartindo a minha terra entre si” (Jl 3.2). “Esperai-me, pois, a mim, diz o Senhor, no dia em que eu me levantar para o despojo; porque a minha resolução é ajuntar as nações e congregar os reinos, para sobre eles fazer cair a minha maldição e todo o furor da minha ira...” (Sf 3.8). (http://www.beth-shalom.com.br)

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Estado Palestino: combustível para um Oriente Médio em chamas por Yoram Ettinger

Aqueles que traçam as políticas de Israel e os formadores de opinião no país têm a tendência de aceitar o governo dos Estados Unidos como a mais alta autoridade no Oriente Médio. Às vezes, eles escolhem se afastar repentinamente de sua própria ideologia/estratégia – sob a pressão do governo americano – a despeito das asneiras sistemáticas e dramáticas das políticas americanas, que têm enfraquecido os interesses dos EUA no Oriente Médio e posto em risco a existência de Israel.

Por exemplo, em 1948, o Departamento de Estado, o Pentágono e a CIA estavam convencidos de que o estabelecimento do Estado Judeu iria desencadear uma guerra, produzindo um segundo Holocausto dos judeus em menos de uma década, que um Estado Judeu seria um peso estratégico sobre os EUA, que os produtores de petróleo árabes iriam boicotar os EUA e que Israel se juntaria ao Bloco Comunista. Com a finalidade de dissuadir Ben Gurion de proclamar a independência, eles impuseram um embargo militar sobre a região (enquanto a Grã-Bretanha fornecia armamentos aos árabes) e ameaçaram Ben Gurion com sanções econômicas.

Durante a década de 1950, o presidente Eisenhower aproximou-se de Nasser, o ditador egípcio, numa tentativa de afastá-lo da influência soviética. Entretanto, aceitar Nasser como o líder árabe e como um estadista-chave dos [países] não-alinhados, oferecendo-lhe ajuda financeira para construir a represa de Assuã, insistindo com Israel para “terminar a ocupação do Neguev”, para evacuar toda a Península do Sinai e para internacionalizar partes de Jerusalém, não impediram que continuasse com a subversão dos regimes árabes pró-EUA, o apoio ao terrorismo palestino, o reconhecimento da China Comunista, ou sua aproximação de Moscou.
Rami Ayad
Mahmoud Abbas, o “Bonzinho” – formado pela KGB e pela Universidade de Moscou, e arquiteto da educação através do ódio – foi expulso de vários países árabes por causa de subversão.

Durante as décadas de 1970 e 1980 até o dia da invasão do Kuwait, o governo dos EUA apoiou Saddam Hussein. Os americanos firmaram um acordo de compartilhamento de informações com Bagdá, autorizaram a transferência de tecnologia dual sensível [instrumentos e equipamentos geralmente usados para propósitos militares] para Saddam e aprovaram cinco bilhões de dólares em garantias de empréstimos ao “Açougueiro de Bagdá”.

O presidente Bush – e seu Assessor de Segurança Nacional, Brent Scowcroft, que é um modelo imitado por Jim Jones, assessor de Segurança Nacional, e por Robert Gates, secretário de Defesa, e que goza da atenção do presidente Obama – pressupôs que “o inimigo de meu inimigo (Iraque x Irã) é meu amigo”. Entretanto, o “inimigo de meu inimigo” provou ser “meu inimigo”.

Em 1977, o presidente Carter – que é admirado pelo presidente Obama – se opôs à iniciativa de paz de Begin e Sadat. Ele fez o lobby para uma conferência internacional e concentrou-se na questão Palestina e em Jerusalém. Contudo, a determinação de Begin e de Sadat forçou Carter a se unir ao comboio da paz, que atingiu seu destino ao deixar de lado as questões da Palestina e de Jerusalém.

Em 1979, o presidente Carter abandonou o xá do Irã, o baluarte dos interesses americanos no Golfo Pérsico. Carter e seu assessor de Segurança Nacional, Zbigniew Brzezinski – um assessor informal de Obama – facilitaram a elevação do aiatolá Khomeini ao poder, desencadeando dessa forma a erupção de um vulcão estratégico, que até agora está prejudicando os interesses vitais dos EUA no Oriente Médio.

Durante os anos de 1993 a 2000, o presidente Clinton e seu assessor, Rahm Emanuel – atual chefe de Gabinete do presidente Obama – adotou o Processo de Oslo e Arafat como arautos da paz e da democracia. Eles ungiram Arafat como o “Visitante Mais Freqüente” à Casa Branca. Todavia, nunca um processo de paz produziu tanto derramamento de sangue, terrorismo, incitação ao ódio e falta de cumprimento quanto o Processo de Oslo. Clinton – exatamente como Obama – sustentava que a luta contra o terrorismo deve ser travada, principalmente, através de meios diplomáticos e legais. Conseqüentemente, tivemos sua resposta dócil a uma série de ataques efetuados pelo terrorismo islâmico desde 1993 (o primeiro atentado ao World Trade Center) até 2000 (o bombardeio ao navio USS Cole), fatos que levaram ao 11 de setembro.

A “Visão de Dois Estados” do presidente Bush, que tem sido adotada por Obama, constitui uma extensão do histórico de ação extremamente equivocado da Casa Branca no Oriente Médio.

Pode-se deduzir a natureza da liderança do Estado Palestino proposto a partir do perfil de seus líderes potenciais, que se tornaram modelos de traição, subversão e terrorismo entre os árabes. Abu Mazen (Mahmoud Abbas), o “Bonzinho” – formado pela KGB e pela Universidade de Moscou, e arquiteto da educação através do ódio – foi expulso do Egito (1955), da Síria (1966) e da Jordânia (1970) por causa de subversão. Ele teve um papel-chave nos atentados violentos da OLP para derrubar o governo de Beirute e na colaboração da OLP na invasão do Kuwait por Saddam.

Um Estado Palestino iria condenar o regime hashemita (Jordânia) ao aniquilamento, seria um incentivador dos terroristas pró-Saddam no Iraque e dos terroristas islâmicos no Egito, no Líbano e no Golfo Pérsico, e iria proporcionar uma base de operações no flanco oriental do Mediterrâneo ao Irã, à Rússia e à Coréia do Norte. A substancial emigração anual de palestinos moderados, que estão abandonando a região, revela as expectativas dos próprios palestinos com respeito ao Estado Palestino proposto.

O Estado Palestino, por um lado, e, por outro lado, a estabilidade do Oriente Médio, a segurança nacional dos EUA e de Israel, constituem um oxímoro clássico [i.e., uma contradição de termos]. Um Estado Palestino iria adicionar combustível – e não água – ao fogo do terrorismo e à turbulência do Oriente Médio. A promoção da “Solução dos Dois Estados” prova que aqueles que traçam as políticas dos EUA e de Israel estão determinados a aprenderem por meio da história ao repetirem – em vez de evitarem – os erros dramáticos do passado.

O Embaixador Yoram Ettinger serviu como ministro de Assuntos Parlamentares da Embaixada de Israel em Washington e como diretor do Escritório de Imprensa do Governo de Israel, além de outros cargos. Ele fala freqüentemente em campi de universidades dos Estados Unidos sobre o conflito no Oriente Médio.

Fonte: Yoram Ettinger – www.frontpagemag.com - http://www.beth-shalom.com.br

domingo, 5 de setembro de 2010

A MARCHA DAS BRIGADAS VERMELHAS-VERDES por Caroline Glick.

A marcha das brigadas vermelhas-verdes

A Aliança Vermelha-Verde* está em marcha. O Parlamento Europeu, controlado pelos esquerdistas, aprovou em Strasburgo a resolução endossando o Relatório Goldstone. Esse relatório, deve-se lembrar, nega o direito de autodefesa a Israel, alegando que as ações de Israel para se defender das agressões palestinas ilegal durante o curso da Operação Chumbo Moldado foram crimes de guerra. A resolução fez mais do que acatar as reivindicações infundadas do relatório Goldstone. Ela buscou silenciar aqueles que estão tentando fazer a porção vermelha da Aliança Vermelha-Verde pagar um preço por instigar a jihad (guerra santa). A resolução “expressa sua preocupação com relação à pressão imposta às ONGs envolvidas na preparação do Relatório Goldstone e em investigações posteriores, e convoca as autoridades de todos os lados para se absterem de quaisquer medidas que restrinjam as atividades dessas organizações”. Essa declaração foi inserida para defender as organizações israelenses apoiadas pela União Européia – espantosamente associadas com o New Israel Fund (NIF, Fundo Novo Israel), uma organização de extrema-esquerda – que tiveram um papel importantíssimo em fornecerem a Richard Goldstone e seus associados as falsas alegações de ações ilegais [que teriam sido cometidas] pelos soldados das Forças de Defesa de Israel (FDI). Essas organizações – e o NIF – têm sido sujeitas, e de forma correta, a um escrutínio minucioso em Israel depois que seu papel na compilação do Relatório Goldstone foi revelado em janeiro pela organização estudantil israelense Im Tirzu.

Israel não é o único alvo da Aliança Vermelha-Verde. Suas operações se estendem pelo globo. Às vezes, como no caso do relatório Goldstone, a esquerda faz as acusações. Outras vezes, como no caso da ofensiva dos mísseis lançados pelo Hamas contra Israel, que precedeu a Operação Chumbo Moldado, os jihadistas atacam primeiro.

Israel não é o único alvo da Aliança Vermelha-Verde. Suas operações se estendem pelo globo. Às vezes, como no caso do relatório Goldstone, a esquerda faz as acusações. Outras vezes, como no caso da ofensiva dos mísseis lançados pelo Hamas contra Israel, que precedeu a Operação Chumbo Moldado, os jihadistas atacam primeiro. Em geral, os jihadistas são motivados a atacar os não-muçulmanos por causa de sua crença religiosa de que o islamismo deve dominar o mundo. E, em geral, a justificativa da esquerda pela agressão jihadista parte da sua crença neo-marxista de que o Estado-Nação liberal é a raiz de todos os males. Se a esquerda reconhece ou não que, se bem sucedido, seu conluio com os jihadistas levará à destruição da liberdade humana é algo que está sujeito a debate. Mas, se a esquerda entende ou não as conseqüências de suas ações, o fato é que ela tem tido um papel-chave em insuflar esse objetivo.

Massacrando os cristãos

Na Nigéria, no início de março, os jihadistas tomaram a iniciativa. Com a aparente colaboração do exército nigeriano dominado pelos muçulmanos, as gangues muçulmanas entraram em três vilarejos predominantemente cristãos ao redor da cidade de Jos e mataram mais de 500 civis inocentes, inclusive crianças, com facões, machados e punhais. De acordo com relatos de testemunhas oculares, algumas vítimas foram escalpeladas e muitas foram estupradas. A maioria delas teve seus pés e suas mãos cortados. Bebês e crianças estavam entre os que foram chacinados. O massacre foi premeditado. De acordo com porta-vozes do governo, os residentes muçulmanos foram avisados dois dias antes do ataque. Para assegurar que suas vítimas eram cristãs, os jihadistas dirigiam-se a elas em fulani, a língua falada pela maioria dos muçulmanos. Se as vítimas respondessem em fulani, estavam salvas. Caso contrário, eram golpeadas até a morte. Poder-se-ia esperar que o massacre seria alvo de noticiários em nível mundial. Mas não foi o que aconteceu. Na verdade essa notícia mal foi notada. Além disso, a cobertura insuficiente que esse acontecimento bárbaro recebeu da mídia foi contaminada pela obscuridade e falta de precisão. Os comentaristas e repórteres esconderam a identidade dos agressores e das vítimas, caracterizando a chacina jihadista como “violência sectária”. Eles também buscaram ofuscar o significado da chacina, afirmando que as gangues de muçulmanos decapitaram bebês em resposta a disputas por propriedades tribais. Jessica Olien, do jornal The Atlantic, não apenas fez essas afirmações, como também não reagiu às dimensões da atrocidade, escrevendo o seguinte: “Vale a pena observar que a polícia confirmou apenas a morte de 109 pessoas”.

Na Nigéria, no início de março, os jihadistas tomaram a iniciativa. Com a aparente colaboração do exército nigeriano dominado pelos muçulmanos, as gangues muçulmanas entraram em três vilarejos predominantemente cristãos ao redor da cidade de Jos e mataram mais de 500 civis inocentes, inclusive crianças, com facões, machados e punhais.

Depois de minimizar o número de mortes, Olien voltou seus punhais literários contra as vítimas, afirmando que foram elas que fizeram com que isso acontecesse. Como disse ela, “é difícil não comparar o ataque do fim de semana com um que aconteceu em janeiro, no qual 150 pessoas da mesma comunidade muçulmana responsável pelo ataque de domingo foram brutalmente assassinadas. O ataque de 7 de março recebeu consideravelmente mais atenção internacional do que o incidente anterior”. Ah!, quanta injustiça. Segundo Olien, a atrocidade excessivamente noticiada retrata injustamente os cristãos assassinados como sendo vítimas. Ela sabe melhor: os muçulmanos estavam simplesmente retaliando os ataques que haviam sofrido. Infelizmente para Olien e sua erudita justificativa para o barbarismo, está longe de ter sido esclarecido que as vítimas da violência de janeiro fossem muçulmanas. Escrevendo para o jornal Times de Londres, a baronesa britânica Caroline Cox afirmou que as vítimas principais da chacina de janeiro eram cristãs, e não muçulmanas. De acordo com Cox, testemunhas oculares dos eventos de janeiro “indicaram que a matança começou quando jovens muçulmanos atacaram cristãos num domingo de manhã enquanto estes iam para a igreja. Os muçulmanos também foram mortos, quando aqueles que estavam sendo atacados começaram a revidar”. Cox continuou informando que o ataque de março seguiu um padrão agora familiar. Os ataques “são iniciados por muçulmanos extremistas bem armados, cantando slogans militantes, atacando e matando cristãos e outros cidadãos não-muçulmanos e destruindo casas e locais de culto. ‘Nos primeiros estágios do ataque, os militantes muçulmanos levam os cadáveres para mesquitas onde os fotografam e enviam as fotografias para a mídia, criando a impressão de que esses mortos são vítimas muçulmanas”. A mídia internacional fica ansiosa para aceitar, sem comprovações, essas falsas acusações sobre uma suposta vitimização de muçulmanos nas mãos daquelas que são as vítimas reais. E igualmente ansiosos ficam seus camaradas esquerdistas em círculos governamentais internacionais. Na esteira do massacre de março, a secretária de Estado americana Hillary Clinton e o secretário-geral da ONU Ban Ki-moon emitiram declarações em que não fizeram quaisquer distinções entre as vítimas e os agressores. Ambos solicitaram aos “dois lados” que agissem com “moderação”. Na aparente disposição da esquerda de esconder a natureza dos ataques de janeiro e depois menosprezar o massacre de março, temos um exemplo da facilitação esquerdista quanto à violência dos jihadistas. Na Nigéria, logicamente, os jihadistas são os atores principais e os esquerdistas são meramente seus ajudantes.

Em Israel, os esquerdistas apóiam os jihadistas

Em Israel, os papéis são geralmente invertidos. Aqui é a esquerda que conduz os jihadistas pela mão. Veja, por exemplo, a campanha da esquerda contra os direitos de propriedade dos judeus em Jerusalém. Nos bairros Sheik Jarrah/Shimon Hatzadik, as edificações que pertenciam aos judeus foram confiscadas pela Jordânia em 1948, depois que ela conquistou a cidade. Por toda a década passada, os proprietários judeus lutaram nos tribunais para resgatarem seus direito às edificações e para removerem os árabes intrusos que se apossaram delas. Tribunal após tribunal manteve os direitos dos judeus às propriedades. E, de fato, há mais de uma década, os invasores aceitaram um acordo no qual reconheceram os direitos dos reais proprietários e estes concordaram em permitir que os invasores ficassem ali contanto que pagassem o aluguel. Mas, quando os invasores pararam de pagar o aluguel, a esquerda os animou a se recusarem a desocupar os imóveis e a tentarem anular em juízo aquele antigo acordo. Finalmente, o caso chegou à Suprema Corte, que também reconheceu os direitos dos proprietários judeus e ordenou que a polícia executasse a ordem judicial e removesse os invasores ilegais. A polícia removeu os invasores e dentro de poucas horas mudaram-se para lá inquilinos judeus, em consonância com um acordo com os proprietários legais dos prédios. Desde que se mudaram, os judeus têm sofrido constantes ataques de seus vizinhos árabes. Eles têm sido espancados e ameaçados de morte. Nesse meio tempo, a esquerda transformou o caso dos invasores ilegais em uma causa célebre. Recentemente, milhares de esquerdistas fizeram uma manifestação anti-semita do lado de fora do complexo, exigindo que os judeus fossem retirados de suas casas. O argumento, logicamente, é que a permissão de que os judeus exerçam seus direitos legais de propriedade por residirem pacificamente em uma área predominantemente árabe é uma “provocação” inaceitável. Os invasores árabes que estão tentando roubar as propriedades, por outro lado, são as “vítimas”. Em vez de caracterizarem os manifestantes como anti-semitas, que estão atiçando o fogo da violência contra judeus inocentes por seu crime de morarem legalmente onde escolherem, a mídia local e internacional descreveu os manifestantes como “ativistas pacíficos” e “ativistas dos direitos humanos”. Por mudarem a realidade e por patrocinarem a causa dos jihadistas contra os direitos humanos de suas vítimas, esses manifestantes esquerdistas são tratados como celebridades por seus camaradas da mídia e em chancelarias do mundo ocidental. O Departamento de Estado americano disse que era “inaceitável” que os judeus se mudassem para suas casas. Do mesmo modo, as Nações Unidas se apressaram em aceitar a afirmação da esquerda de que os direitos humanos exigem a negação dos direitos de propriedade aos judeus devido à sua etnicidade. Seu chefe do processo de paz, Richard Miron, disse: “Acho extremamente deploráveis as ações totalmente inaceitáveis de Israel nas quais as forças de segurança israelenses expulsaram judicialmente as famílias de refugiados palestinos (...) para permitir que os colonizadores tomassem posse de suas propriedades”. Esse é um comentário deprimente, que revela onde chegamos em nosso tempo, em que porta-vozes de democracias e supostos defensores dos direitos humanos estão dispostos a declarar publicamente que dar aos judeus igual proteção sob a lei é uma imposição inaceitável sobre seus vizinhos intolerantes. Mas a noção de que os judeus têm direitos iguais de comprar e possuir suas propriedades em áreas de Jerusalém, onde sofreram limpeza étnica ilegal por parte dos jordanianos em 1948, é agora uma grande causa combatida pela esquerda. E pode-se apenas pressupor que os jihadistas logo darão seu passo – para a gratificação de seus camaradas esquerdistas – contra os inocentes judeus de Jerusalém. Isso nos traz aos acontecimentos que cercaram a visita de Joseph Biden, o vice-presidente dos Estados Unidos, a Israel. No primeiro dia de sua visita, num ato de rotina governamental, o Comitê de Planejamento e Edificações de Jerusalém aprovou os planos para construir 1.600 unidades habitacionais no bairro Ramat Shlomo. Esse bairro é um local com mais de 20.000 residentes, localizado entre os ainda mais populosos bairros de Ramot e Sanhedriya. De uma perspectiva israelense, ele é tão controvertido quanto Yad Eliahu em Tel Aviv ou Hadar em Haifa (ou seja, nada).

Depois de declarar seu inegável amor e fidelidade a Israel, Joseph Biden, o vice-presidente dos Estados Unidos, mudou de rumo e condenou Israel por “enfraquecer” as perspectivas de paz após anúncio da aprovação da construção de 1.600 unidades habitacionais no bairro Ramat Shlomo.

Mas não de uma perspectiva vermelha. Alguns minutos depois da decisão ter sido anunciada, a esquerda a usou como prova da venalidade de Israel. Por aprovar a construção de novas residências em sua capital, o governo foi condenado repetidamente. Os palestinos e a Liga Árabe embarcaram na onda. E agora, graças ao ataque violento dos esquerdistas contra Israel, qualquer vítima de assassinato em Jerusalém – ou em qualquer outro lugar de Israel – será considerada merecedora da justificada ira muçulmana. Observando a acusação esquerdista, conduzida neste caso pela mídia israelense que estava espumando pela boca, Biden movimentou-se rapidamente. O homem, que veio a Israel em uma ofensiva cativante, já não conseguia esconder as verdadeiras simpatias do governo Obama. Depois de declarar seu inegável amor e fidelidade a Israel algumas horas antes, Biden mudou de rumo e condenou Israel por “enfraquecer” as perspectivas de paz. Quando se referiu à sua condenação da decisão israelense de construir casas em sua capital, Biden disse: “Às vezes, apenas um amigo pode falar as verdades mais duras”. E, ao menos quanto à dureza, ele está correto. E assim, no espírito desse sentimento, deve ser dito: quando aqueles que pretendem apoiar a paz e os direitos humanos unem suas forças com a Aliança Vermelha-Verde, na verdade o que estão apoiando é a intolerância, a violência, o assassinato e, finalmente, a destruição da liberdade humana. Se os esquerdistas reconhecem ou não o significado de suas ações, já está na hora de serem responsabilizados pela sua defesa da jihad, da mesma forma como os jihadistas por executarem essa destruição. Fonte; (Caroline Glick – www.carolineglick.com - http://www.beth-shalom.com.br)

* Vermelha = esquerdista. Verde = islâmica (verde é a cor do islã).

Publicado anteriormente na revista Notícias de Israel, abril de 2010.